Giro de estoque: o que é e como calcular

Entenda como calcular o giro de estoque em sua empresa e a importância que essa prática traz à sua gestão logística.

Acompanhar o giro de estoque no armazém é papel fundamental de uma boa gestão logística. Afinal, tal prática permite que a empresa entenda e monitore, de fato, o que entra e sai de suas prateleiras, conforme as previsões e execuções das equipes de vendas.

Apesar de parecer um procedimento simples e básico, há formas diferentes de se calcular o giro de estoque de uma empresa, assim como metodologias e ferramentas específicas para isso. Também deve se levar em consideração outros fatores que podem tornar essa conta um pouco mais complexa do que parece, como a diversidade de produtos a ser analisada, questões de periodicidade, os métodos de comparação com as previsões de vendas, entre outros.

Sendo assim, pensando em trazer dicas e soluções viáveis de como calcular o giro de estoque – conforme as necessidades de cada empresa -, preparar este post, e listamos exemplos práticos a serem seguidos.

Vamos lá?

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Afinal, o que é giro de estoque?

O giro de estoque é um parâmetro utilizado para mensurar o desempenho de um estoque dentro de um armazém, centro de distribuição ou empresa. Por meio desse cálculo, é possível analisar e monitorar a frequência de saída de determinados itens nas prateleiras, comparar com previsões de vendas, ajustar produções e armazenagens, avaliar a qualidade dos produtos estocados, realizar metas futuras e otimizar a gestão.

Além de todas essas funcionalidades, os dados gerados em um cálculo de giro de estoque permitem, ainda, avaliar a saúde financeira da organização e orientar as tomadas de decisão dos gestores.

Em geral, o giro de estoque é feito dentro de períodos pré-determinados, como um ano ou um semestre. No entanto, isso não deve ser considerado uma regra única. A periodicidade, assim como a metodologia aplicada, deve variar conforme as necessidades e especificidades de cada negócio.

Escolhido o método e o prazo para calcular o giro de estoque, a prática vai auxiliar o gestor a identificar o número de vezes em que uma mercadoria “gira” dentro do armazém e o seu tempo médio de armazenagem, possibilitando, assim, registrar quais produtos têm mais frequência de vendas, quais passam mais tempo nas prateleiras, os custos e lucros dessas operações, entre outros índices importantes.

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Qual a real importância de saber calcular o giro de estoque?

Muito além de simplesmente saber calcular o giro de estoque, é fundamental entender o porquê realizar esta prática com a devida eficiência. Afinal, como tudo na logística, as atividades só trarão resultados reais caso sejam praticadas com uma visão estratégica, organizada e com muito planejamento.

Em outras palavras, o giro de estoque só faz sentido quando segue esses mesmos preceitos acima. Caso contrário, servirá apenas para gerar números e dados de pouco efeito prático!

Então, como calcular um giro de estoque realmente eficiente na sua empresa? Cada empresa tem suas próprias características e especificidades, por isso, devem ser consideradas na hora do cálculo.

Os gestores precisam levar em consideração os tipos de produtos que serão ser analisados, as previsões realizadas pela equipe de vendas, o custo de cada item parado na prateleira, o período para a avaliação, além de fatores externos que podem ter influência direta no “giro”, como periodicidade de pedidos, crises econômicas, fenômenos e acontecimentos no mercado, mudanças de hábitos e consumo do público, ações da concorrência, decisões governamentais, entre outros.

Ou seja, apesar de haver metodologias prontas e orientações técnicas de como calcular o giro de estoque, cada gestor precisa considerar as necessidades e objetivos específicos de seu negócio – dessa forma, é possível produzir resultados reais.

E como calcular, na prática, o giro de estoque?

Para realizar tal atividade em sua rotina, destacamos, a seguir, alguns exemplos reais, que podem servir de modelo para o seu negócio.

Vamos supor que uma loja tenha um estoque médio de 400 unidades para um determinado produto, enquanto a sua equipe de vendas é responsável pela saída de 3.600 unidades a cada ano. Ou seja, com base nesses dados, podemos calcular o giro de estoque da seguinte forma:

3.600/400 = 9 

Isso significa que esse mesmo produto “gira” no estoque 9 vezes ao ano. Em outras palavras, a empresa precisa repor as suas prateleiras 9 vezes dentro do período.

Repare que o exemplo se refere a um caso básico, e que considera apenas um único produto no estoque.

No entanto, na prática de um armazém, sabemos que a realidade não é bem essa. É natural que uma empresa opere com diversos itens, entre eles, aqueles que vendem mais e outros menos, uns mais caros e outros mais baratos etc.

Para isso, é possível categorizar os produtos e realizar o cálculo do giro de estoque por centro de custos, ao invés de quantidades exatas.

Diferentemente do exemplo anterior, ao invés de considerarmos o estoque médio em quantidades, vamos supor que o mesmo produto custe R$ 6,00 a unidade. Sendo assim, chegaremos ao valor de R$ 2.400,00 para o estoque médio da empresa (400×6) e, por fim, um volume de vendas de R$ 21.600,00 ao final do ano (3.600×6).

Com isso, calculamos o giro de estoque por centro de custo da seguinte forma:

21.600/2.400 = 9 

Ou seja, chegamos ao mesmo giro de estoque do exemplo anterior, porém, a partir de parâmetros diferentes.

Vale destacar que, independentemente do modelo e metodologia seguida, caso o resultado seja menor que 1, é sinal de que seu produto não está “girando” como deveria. Em outras palavras, esse resultado indica que o item entrou na prateleira dentro do período determinado, mas ainda não teve necessidade de reposição. A partir daí, cabe ao gestor identificar os reais motivos e tomar as decisões necessárias!

Além do giro de estoque, como calcular o tempo médio das reposições?

Toda análise em logística precisa ser estratégica e o mais detalhada possível para não gerar apenas números e dados de baixo efeito para a gestão.

Com isso, reforçamos que saber simplesmente o giro de estoque nem sempre é suficiente para tomadas de decisões, revisões de metas e ações mais diretas. Aliás, isso vai variar muito de empresa e especificidades do produto.

Aproveitando o mesmo caso anterior, os resultados encontrados para o giro de estoque da loja não consideram, por exemplo, a periodicidade das vendas, concorda?

Ou seja, ao destacarmos que a empresa vende 3.600 unidades do produto em um ano, dá a entender que a frequência de giro é constante nesse período, e seria possível, a partir desses dados, dizer que a loja vende 300 produtos exatos por mês (3.600/12).

Mas qual empresa opera dessa forma? Sendo assim, se, de fato, sua empresa apresenta uma constante mensal de vendas, é possível calcular o tempo médio do giro de estoque da seguinte forma:

365 (dias do ano) / 9 (giro de estoque do exemplo) = 40,5 (tempo médio) 

Ou seja, foram necessárias 9 reposições de estoque durante o ano, que ocorreram, em média, a cada 40,5 dias.

No entanto, a realidade de grande parte das empresas não segue essa constante mensal de vendas e, muitas vezes, há picos ou quedas de demandas, de acordo com a periodicidade.

Para isso, é indicado considerar outros parâmetros para o cálculo do giro de estoque, como a redução do prazo de análise (semestral, trimestral ou mesmo mensal), comparação com históricos de anos anteriores, categorização por períodos específicos (Natal, Dia das Mães etc.), entre outros.

Quais os pontos cruciais para um giro de estoque eficiente?

Depois de entender como calcular o giro de estoque de sua empresa, é muito importante que alguns pontos fundamentais sejam levados em consideração na prática da atividade, no intuito de gerar resultados positivos para a gestão.

Trabalhe sempre com previsões de vendas

Calcular o giro de estoque de um determinado produto trará ao gestor o número de reposições realizadas dentro do período. Esse resultado será um tanto quanto vago se não houver como compará-lo a uma meta ou previsão de venda pré-definida.

Para isso, considere estabelecer um número ideal de vendas dentro do período analisado, para fins de comparação com o que, de fato, está sendo movimentado. Dessa forma, o giro de estoque deixa de ser apenas um índice de análise e pode contribuir para tomadas de decisões, ações mais agressivas para agilizar os pedidos ou mesmo revisões das metas.

Assista ao vídeo abaixo e saiba como alinhar a gestão de estoque a gestão comercial.

Realize inventários frequentes

Um dos pontos mais importantes para calcular um giro de estoque é trabalhar com base em dados e números reais. Para isso, além do controle de vendas, é fundamental ter a garantia de números exatos em sua gestão de estoque, além da quantidade certa de itens disponíveis nas prateleiras, o tempo de armazenagem de cada produto, as perdas e custos etc.

Para isso, a prática do inventário se torna fundamental dentro da gestão, e precisa ser frequente na empresa. A partir dela, é possível recontar os itens, atualizar os números, comparar vendas, reorganizar o estoque, entre outras ações.

Clique aqui e saiba como trabalhar com o inventário de estoque na sua empresa.

Organize os pedidos de compras

Um dos objetivos de calcular o giro de estoque é equilibrar a frequência de compras, de acordo com as demandas de vendas. Ou seja, quanto maior o resultado do cálculo, mais constantes serão os pedidos de reposição, ou o contrário.

Sendo assim, é fundamental que o setor de compras esteja devidamente integrado à logística e às vendas, justamente para evitar pedidos em excesso ou abaixo do necessário em cada período.

Opere sempre com um estoque mínimo

Produtos parados muito tempo na prateleira significam aumento de custos, enquanto a falta deles pode gerar atrasos e gargalos na distribuição. Por isso, o giro de estoque tem papel crucial dentro do planejamento do supply chain e, portanto, precisa orientar o gestor a respeito do estoque mínimo ideal para garantir a eficiência da logística.

O estoque mínimo garante mais segurança em caso de aumento de demanda inesperado, assim como um aproveitamento melhor dos espaços físicos do armazém.

Considere a periodicidade de vendas no ano

Como vimos, dificilmente uma empresa mantém a mesma constante de vendas dentro de um ano. Em geral, há datas e períodos variáveis que apresentam giros maiores do estoque e, portanto, isso deve fazer parte do planejamento de vendas e de compras do negócio.

O ideal é fazer sempre um comparativo com os mesmos períodos em anos anteriores: estude a situação atual do mercado, acompanhe as ações da concorrência e, mais uma vez, se baseie em dados e números reais de sua própria gestão.

Incentive o giro de estoque quando preciso

Baixas de pedidos, fatores externos, erros de planejamentos ou mesmo crises econômicas podem influenciar nas previsões e execuções de vendas em uma empresa. Por isso, muitas vezes é necessário agir e tomar decisões que incentivem o giro de estoque dentro do período, no intuito de fomentar os pedidos e evitar perdas ou custos não previstos pela gestão.

Entre as possibilidades para aumentar o giro de estoque, é possível, por exemplo, criar promoções, campanhas de marketing, montagem de kits de vendas, incentivar equipes, flexibilizar as negociações e ofertar algumas facilidades ao mercado.

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Invista em tecnologia de gestão de estoque

Em tempos de logística 4.0, o uso de ferramentas tecnológicas aplicadas à gestão de estoque é imprescindível. Hoje, um sistema WMS é indispensável em qualquer empresa de distribuição, pois possibilita otimizar cada etapa do supply chain e, consequentemente, melhorar as análises e controle do giro de estoque.

A possibilidade de identificar produtos por especificidade, como datas de validade, número de lotes, tipo de SKU, entre outras, já traz diferencial de controle para um cálculo mais detalhado e apurado do giro de estoque.

Além disso, a praticidade dos coletores de dados, a rastreabilidade total dos itens no armazém e o alto nível de acuracidade que o sistema WMS proporciona à gestão permitem aos gestores uma visão muito mais ampla e com base em dados, números e resultados reais de sua logística.

Em resumo, saber como calcular o giro de estoque em sua empresa deve ir além de um simples controle e monitoramento do que entra e sai de suas prateleiras. É fundamental que essa atividade seja realizada, de fato, de forma eficiente e estratégica, visando reduzir custos, evitar perdas, otimizar processos operacionais, melhorar vendas e, principalmente, proporcionar experiências positivas ao mercado.

Para tanto, o uso da tecnologia aplicada à gestão de estoques é mais do que necessária! Aproveite para conhecer algumas de nossas soluções e ferramentas para tornar a sua logística uma referência de qualidade, e até

 

OnBlox é uma empresa de desenvolvimento de softwares para gerenciamento logístico.

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